A-dos-Ruivos

Para a origem do nome desta aldeia não existe nenhuma certeza, no entanto origem Franca. Nos inícios do século XIV existem registos da presença de francos na aldeia de A-dos-Ruivos, estes não se encontravam de passagem, apresentavam residência fixa nesta aldeia. De facto o topónimo A-dos-Ruivos parece ligado ao povoamento Franco que aconteceu nesta região na segunda metade do século XIII, na dinâmica de povoamento após a reconquista cristã. Levanta-se a hipótese desta aldeia ter sido fundada por uma família de origem franca que terá vindo de um dos senhorios de Atouguia, Lourinhã ou Vila Verde dos Francos.

Á-dos-Ruivos

Para a origem do nome desta aldeia não existe nenhuma certeza, no entanto origem Franca. Nos inícios do século XIV existem registos da presença de francos na aldeia de A-dos-Ruivos, estes não se encontravam de passagem, apresentavam residência fixa nesta aldeia. De facto o topónimo A-dos-Ruivos parece ligado ao povoamento Franco que aconteceu nesta região na segunda metade do século XIII, na dinâmica de povoamento após a reconquista cristã. Levanta-se a hipótese desta aldeia ter sido fundada por uma família de origem franca que terá vindo de um dos senhorios de Atouguia, Lourinhã ou Vila Verde dos Francos.

As notícias que nos chegam do século XIV caracterizam A-dos-Ruivos como uma aldeia essencialmente agrícola, contava com hortas, pomares, searas, mas as suas terras eram especialmente aptas para a vinha. As terras desta localidade eram por esse motivo muito disputadas por particularidades e instituições religiosas, como são exemplo o Mosteiro de Alcobaça, a Abadia de Santa Clara de Coimbra, a Igreja de Santa Maria de Óbidos ou mesmo a Igreja de S. Pedro do Carvalhal.

A aldeia, contava nessa época com lagares, adegas bem guarnecidas de equipamentos, currais, palheiros… A-dos-Ruivos tinha o seu porto, onde a ribeira desaguava no rio Bogóta, conhecido por Porto da Ribeira ou Porto da Ribeira da Várzea.

Em 1337 a população fundou uma albergaria e uma confraria, o que denunciava a passagem de um grande número peregrinos, caminhantes ou somente desprotegidos. Esta obra assistencial denominava-se Albergaria e Confraria do Espírito Santo da dos
Ruivos.

Nesta Aldeia encontrámos em 1527 uma grande diversidade de profissões, o que nos apresenta como indício de prosperidade, entre elas destacamos sapateiros, alfaiates, oleiros e até vassalos do monarca (pessoas contempladas com rendas reais). Os habitantes eram de várias proveniências, vinham de locais como Alenquer, Amoreira, Carvalhal, Baraçais, entre outros.

Nos finais do século XIV a aldeia possuía já uma Igreja dedicada a Santa Catarina, situada num local um pouco periférico, junto à Igreja ficava o Rossio de uso comunal, onde os moradores da aldeia costumavam largar os gados e onde se realizava uma vez por ano realizava-se uma feira de grande importância económica, ponto de encontro de mercadores e comerciantes da região em dia de Santa Catarina. Neste local há notícia de uma fonte onde as populações acorriam para ir buscar água de nome “Fonte Boa” ou “Fonte Santa”.

A história desta aldeia é feita das suas gentes ao ritmo do ano agrícola pautado pelas estações do ano. Com toda a certeza muitos mais episódios perdem-se nos séculos da sua história. Divulgamos alguns apontamentos, que não passam disso mesmo – pequenos apontamentos de uma aldeia cheia da freguesia do Carvalhal.

Deixamos para trás a Idade Média e Moderna, chegamos ao século XIX. Neste tempo de grandes mudanças, também nesta pacata aldeia se fizeram sentir ao ecos dessas convulsões.

Portugal sofreu grandes mudanças geo-administrativas que afectaram a freguesia do Carvalhal. Por decreto de 6 de Novembro de 1836, e por responsabilidade de Passos Manuel, as prósperas freguesias do Carvalhal e do Bombarral, até então pertences do termo de Óbidos, passam a integrar o concelho do Cadaval. Passadas duas escassas décadas, estas duas freguesias são restituídas ao concelho de Óbidos – 24 de Outubro 1855. Os moradores de A-dos-Ruivos não concordaram com esta decisão, bem como muitos outros moradores das freguesias do Carvalhal e Bombarral, que juntos mostraram os seu descontentamento através de um abaixo-assinado manifestando o desejo de regressar ao concelho do Cadaval, o que definitivamente não veio a acontecer.

Já no século XX, a 29 de Junho de 1914, funda-se o concelho do Bombarral que é constituído pelas freguesias do Bombarral, Carvalhal e Roliça.
A-dos-Ruivos integra assim este concelho, para o qual contribui com a sua história.

Referências: Carlos Guardado da Silva, A Bacia do Rio Real.
José Augusto Ramos, Bombarral e o seu Concelho.

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