Salgueiro

Salgueiro bela aldeia, com vista privilegiada sobre a Serra de Montejunto e de onde se avista o mar.
A origem do topónimo “Salgueiro”, provém da bonita árvore com o mesmo nome, que no século XVII, existia em abundância nesta zona.
Pensa-se que esta aldeia é anterior ao século XVII, em 1758 aparece já reconhecida em mapas e documentos da época. É desta época que nos chega um interrogatório paroquial, que enumera as aldeias da Paróquia do Carvalhal, onde é referida a aldeia do Salgueiro como uma aldeia próspera.
Esta aldeia, bem como todas as outras da freguesia do Carvalhal, pertenceu desde a constituição de Portugal, ao termo de Óbidos e consequentemente à “Casa das Rainhas”. Por um pequeno período de tempo pertenceu ao concelho do Cadaval e em 1914, em conjunto com a restante freguesia, integrou o recém criado – Concelho do Bombarral.
Os salgueiros deram lugar a árvores de fruta e aos vinhedos, banhados pelo sol, estendidos nas encostas, de onde se vislumbram magníficas paisagens.
Num passado mais recente, inícios do século XX, de entre as principais actividades económicas desta aldeia destacam-se a moagem, existiriam cerca de seis moinhos, existiam também ferreiros, nas décadas de quarenta e cinquenta um forno de tijolo e telha, lagares de azeite, mas o destaque são as actividades agrícolas que ocupavam a maior parte da população, com destaque para a produção vinícola.
.Dos anos quarenta chegam-nos noticias de grande movimento comercial, o Salgueiro o comercio de vinho ganhava importância, tinha uma padaria e vários estabelecimentos comerciais.
Para descrever esses tempos, transcrevemos um poema de D. Zézinha, a quem agradecemos a gentil colaboração neste boletim.

“Salgueiro linda aldeia
Sita na Estremadura,
Teve em tempos, já bem idos
Lagar para esmagar
A azeitona madura.
Tudo se vai com o tempo
Só fica a recordação
Nas gentes daquele tempo
Que não os esquecem, não
Depois vieram novas ideias
Com a evolução do tempo
Foi aldeia bem marcada
Com os moinhos de vento.
Acorriam à farinha
Para fazer o bom pão,
As aldeias mais vizinhas
Vinham de burru e alfores
Ao salgueiro tricar o grão.”

Maria José Saramago

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